Thursday, November 23, 2006

O ABORTO ... vamos lá a isto ....

Definição de Aborto

Aborto ou interrupção da gravidez é, como o próprio nome indica, a interrupção (espontânea ou provocada) de uma gravidez antes do final do seu desenvolvimento normal, sendo que muitas pessoas o definem como a morte do embrião ou feto. O processo é também chamado aborto, embora em termos científicos esta palavra designe apenas o resultado da acção, isto é: o embrião ou feto expulso do ventre materno. A palavra provém do latim ab-ortus, ou seja, "privação do nascimento". (fonte Wikipedia)

… agora o meu FEL …

1. Porque é que lhe chamam "interrupção voluntária da gravidez "? - A forca, a guilhotina, o garrote, etc. podem chamar-se "interrupção da respiração" (e com um par de minutos basta); já não há problema, ups! a vida foi interrompida. Quando se provoca o aborto ou se enforca alguém, não se interrompe a gravidez ou a respiração; em ambos os casos mata-se alguém. Pois insiste-se em falar de uma "interrupção da gravidez". Mas uma interrupção significa paragem. E a gravidez não pára. Ou continua, ou acaba.

2. "A Igreja não dá sepultura religiosa aos fetos..." A Igreja aceita o que a ciência diz. Mas “excomunga” quem os "mata", só pelo facto de serem considerados "semente" de pessoa humana. Então em que ficamos?

3. Que é um feto? Que realidade é? É um objecto ou um sujeito? É uma coisa ou é alguém? É portador de direitos? É propriedade de alguém? Quem decide o seu futuro? … Os seres humanos são possuidores de certas capacidades ou funções.
Ora a simples possessão da natureza humana implica para todo o indivíduo humano o facto de ser pessoa.

Logo o ser humano é definido pela natureza ontológica, pelo que um indivíduo concreto pode ser de natureza racional mesmo quando não manifesta todas as características da racionalidade.

O feto não pode ser uma coisa porque a sua natureza material e biológica o coloca entre os seres pertencentes à espécie humana. Ora, se não é uma coisa, no plano jurídico, o feto só pode ser um sujeito. (Conselho Nacional de Bioética de Itália e C. Casini).

… Reduzir o feto à categoria de coisa é pura e simplesmente negar a verdade da realidade. O feto é um de nós e merece portanto o mesmo respeito que merece qualquer sujeito humano. (Francesco D'Agostino)

Numa questão de direito juridico temos …. Que hoje o princípio da não discriminação deve ser reconhecido no âmbito das diversas idades e condições de uma mesma existência humana, particularmente no que diz respeito à fase da vida ainda não nascida.

Trata-se de reconhecer, também no âmbito jurídico, que feto, recém-nascido, adolescente, jovem, adulto, idoso são nomes diversos que indicam um sujeito idêntico, o mesmo ser pessoal.

É preciso, então, afirmar em linguagem jurídica que todos os homens são sempre iguais no seu misterioso valor e que não pode haver nenhum ser pertencente à espécie biológica humana que não seja por isso mesmo um homem e portanto um sujeito, uma entidade subtraída ao reino das coisas. (cf. C.Casini)

.... Neste contexto prevê-se novamente grandes conversas à volta destas questões.

O referendo em nada trará de novo, e teremos politiquice da praxe a granel.

Esperemos que a discussão do aborto verse outros temas bem mais interessantes para o cerne da questão Planeamento Familiar e Educação Sexual.

Meus caros no fundo, no fundo é uma questão de consciência.

3 Comments:

Blogger Mac said...

Como se pode perceber a minha exposição está baseada em comentários.
A minha posição efectiva é outra – só quem se depara com uma necessidade de abortar é que lhe dará a sua devida atenção, mesmos os que defendem o Não. É um direito que assiste aos votantes que o seu voto seja uma questão de consciência, e por este motivo reservada.

Por outro lado a votação no referendo deverá reger-se pela equidade de direitos a nível europeu (nomeadamente Espanha ou UK) e mundial, sem dogmas de politiquice caseira ou arruaceira e facciosismos ou seguidismos. Será de bom senso que o aborto seja despenalizado em virtude de que cada um sabe de si, e por outro lado basta irmos ao estrangeiro e já se pode abortar.!

No entanto a discussão centrar-se só no aborto, e castradora na medida que muita coisa gravita à volta deste tema como a Educação Sexual (focada nos jovens) e o Planeamento Familiar (focada mais nas famílias destruturadas), e Saúde Publica (que terá de ser apoiada e fomentada pelo estado/governo).

2:46 AM

 
Blogger ns said...

Caro mac,

Tens razão quando dizes que a Interrupção Voluntária da Gravidez, tem a ver com a consciência...Não tem partidos, cores ou outra coisa qualquer...

Temos que dar dignidade, higiene e segurança às pessoas que por motivos diferentes, têm que utilizar este método para fazer nascer uma vida...

Temos uma país de hipócritas...porque os ricos, as elites que estão contra, são aqueles que vão para Londres (os de classe média vão a Espanha) e fazem-no às escondidas...

Sobre a Igreja…bem sobre esta escumalha nem falo (existem excepções claro) …quem tem contas bancárias, lares de luxo, quem não pagava impostos (bendito Governo), quem tem ouro nas caves do Vaticano, não tem moral para defender o que quer que seja…se fosse o Reino de Deus a defender, oh da Guarda que são uns chulos que querem dinheiro…

Enfim, triste país este que não dá condições aos mais desfavorecidos, não quer dizer que eu seja a 100% a favor da IVG (se um dia tiver este dilema, sinceramente não sei o que farei), mas sou a favor de dar às mulheres a hipótese de o fazerem em segurança e cuidados médicos necessários. Se for necessário criar “abortais”, que se criem (os espanhóis já anda aí), mas prefiro isso a ver noticias de mulheres a morrerem debaixo de escadas porque não tiveram assistência adequada ou perderem a possibilidade de ter mais filhos no futuro.

Penso que devemos votar a favor…Temos a mania de decidir pelos outros, com o SIM no referendo, deixamos que as mulheres, principalmente elas, decidam o melhor para a sua vida, porque se quiserem praticar a IVG, fazem-no na mesma…

Abraço

4:51 AM

 
Blogger Mac said...

NS,

Estamos de acordo que se trata de uma esta questão é uma questão de consciência, e deve-se despenalizar o IVG.

Não vejo discutir-se o papel do pai nesta questão, este não conta?

Neste contexto abrimos uma discussão é a mulher que o carrega mas e o pai que também o confecionou!

Por outro lado gostava que se abordasse temas como a Educação Sexual (focada nos jovens) e o Planeamento Familiar (focada mais nas famílias destruturadas), e Saúde Publica (que terá de ser apoiada e fomentada pelo estado/governo)...

um abraço,
MAC

11:09 AM

 

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